Chikago's Realm

O local que o velho Chikago coloca todas suas coisas

Última Fortaleza – Sigam-me os maus

“- Senhor, os cultistas estão cercados dentro daquele velho templo.  Analisando as táticas deles, provavelmente está cheio de armadilhas e emboscadas. Quais são suas ordens?
– Queime tudo. Ninguém entra, ninguém sai.
– Mas, senhor, eles têm reféns…
– Os reféns foram corrompidos, e portanto, já estão mortos, soldado. Queime tudo.” – Randall dos Ventos

Quando começei a desenvolver a idéia do UF, ele usaria 3 raças padrão de Fantasia. Anões, Elfos e Humanos. Como em Dwarf Fortress, seriam 1 a 3 clãs de uma (ou mais) raças que estavam em êxodo, e iram unidos criar sua própria civilização. (Estou segurando essa ideia ainda… algo me diz que pode ter outro jogo 😉  )

Assim, um conceito estava se formando. 3 raças com capacidades diferentes, vivendo na mesma cidadela, tentando evoluir sua civilização, enfrentando problemas, invasões e outras coisas. Ao mesmo tempo, cada Clã quer tomar o controle da cidadela. Quer ser o chefe, o maior. Então, um jogo cooperativo/competititvo.

Inicialmente invasões iam ser apenas UMA das dificuldades. Pensei bastante na cidade daquele seriado “Defiance”. Com várias coisas, como falta de recursos, etc, etc. Tipo um BSG só que não temos um traidor. Todo mundo briga entre si.

(De novo, estou segurando essa idéia…) 😛

Até que o Rovalde, com sua sapiência me solta em uma conversa “Cara, isso parece coisa de Vilão, não de Herói. E SE jogassemos com os vilões?”

Por um segundo eu parei. Ponderei, pisquei 2x. Minha cabeça pirou imaginando raças monstruosas PRECISANDO se unir contra o “bem maior”. Sem preto e branco. Um mundo cinza. Um mundo de guerra, um mundo onde “heroís” cometem atrocidades para o bem do seu povo.

E, no caso dos jogadores, Vilões.

Imediatamente eu pensei em 2 raças. Mortos Vivos e Peles Verdes. Mas eu não queria o “generic orc and undead race”. Eu queria raças diferenciadas, que remetessem ao “padrão fantasia”, mas não fosse o padrão. Os peles verdes foram os mais fáceis. Na hora eu lembrei dos Zergs e Tyrannids e pensei “E porque não uma raça fúngica evolutiva?” Os peles verdes seriam fungos crescidos, com traços de plantas e muito destrutivos. Na mesma hora imaginei orcs meio “monstros do pântano” com braços com traços de casca de árvore e vinhas.

 

Os imortais foram mais complicados. Como fazer um morto vivo com um “twist”?… foram alguns bons dias pensando até lembrar do jogo Diablo 1. A gema que corrompia o corpo e possuia a alma do Diablo. A idéia corroeu minha mente, em rapidamente a idéia de Espectros dentro de Lascas de um  trono que possuem corpos mortos…

 

Assim, os Peles verdes iam ser fortes, rápidos e mutáveis. Os imortais, dependentes da carcassa que conseguiriam. Faltava uma 3a raça. Demorei uma boa semana de pensamentos e discussões com o Rovalde. Até que um Fds mandei uma mensagem:

“… E por que não um Dragão?”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Categories: Última Fortaleza

Written by chikago

Nascido em 22/04/77, amado e criado por seus pais, avacalhado e presenteado com ótimos amigos, Jogador e Mestre de Rpg, Formado em Administração: Comex, separado, trabalha como assistente de DP nas horas comerciais, podcaster, escritor, game designer e sei la mais o que nas horas vagas e pai de um garoto maravilhoso.