Chikago's Realm

O local que o velho Chikago coloca todas suas coisas

Conto: Aventura na Montanha de Gelo

 

 

 

 

Capitulo 1: Chegando no batente da morte

Dentro de uma pequena sala quadrada, a força da nevasca lá fora era barrada por uma grande porta, um sólido bloco de aço e prata. Por décadas ela não fora aberta, mas hoje a força dela está sendo testada. A força de cinco criaturas, quatro humanos e um animal, lutam com ela pelo direito de partilhar seus segredos.

Com esforço, a porta geme indicando que a força aplicada por seus opositores a venceu. Mas não completamente, pois ela tranca na metade, mostrando que a idade ainda possui seus trunfos. Os cinco entram rapidamente na sala, empurrando a porta de volta, para aplacar o frio da nevasca lá fora. A luz do dia desaparece dos seus olhos, deixando apenas um rastro nos olhos do pequeno animal aos pés de um deles. Eles olham ao redor, absorvendo aquele silencio, esperando os seus olhos se acostumar à escuridão.

– Akane, luz mágica! – Berrou um deles, olhando para a única menina no grupo.

– Ah, era o que me faltava, virou meu chefe agora, Kusanagui? A voz feminina respondeu, cuja dona não devia ter mais de 15 anos. E completou: Você não manda nem nos teus bichos, vai querer mandar em mim?

– Akane, luz, faça o favor? – Outra voz, no escuro, trovejou. O tom cansado e ríspido tirou um suspiro da menina, que ergueu os olhos cor lilás e começou a encantação:

Raio de sol claro da manhã, traga-me seu brilho, Luz! – Um globo de energia mágica brilhou na mão da garota, iluminando seus longos cabelos de cor roxa. Ela manejou o globo de luz para que este ficasse brilhando sobre seu chapéu.

– Pronto Joutaro. Ela disse, enrolando as madeixas com o dedo. – Não precisa ficar bravo comigo, ela disse com um sorrisinho bobo nos lábios. Mal teve tempo de montar a pose de “menininha carente” quando olhou para os lados e percebeu que o garoto para quem ela se ajeitou nem mais estava na sala.

Na sala quadrada que estava, haviam apenas duas passagens. A primeira era a porta de fora. A porta que era a única coisa que separavam eles do inverno lá de fora. A outra passagem dava para uma sala maior, e lá ela podia ver dois garotos olhando uma mesa de pedra. Se eles estavam entre quatro, isso significava apenas uma coisa… Como se para confirmar sua suspeita, ela ouviu uma respiração ofegante. Ela estava sozinha com o Kusanagui. E pelo cheiro forte de cachorro molhado, ele estava do ladinho dela.

Lentamente ela virou os olhos para ele, tomando coragem. O garoto, da mesma idade dela, cabelos verdes e bagunçados enfiados dentro de uma touca mostrava o quão desarrumado ele era. Ele não era feio, mas tinha uma cara esquisita. Parecia sempre que estava feliz, com um sorriso de bobo na cara e olhos esbugalhados. Aos seus pés, Quasimodo, o seu Meek. Meeks são uma mistura de cachorro com rato, parecendo um ratão peludo. Fora o Kusanagui, ela era uma das únicas na classe deles que tinha um Pet, e parecia que o Kusanagui tinha tirado ela como sua “melhor amiga” por causa disso.

Quando o tempo pareceu voltar ao normal ele dá um sorriso idiota (e encabulado) e diz:

– Oi Akaneee! Tuuudo bem?

– EEEEeeeww! Sai de cima Kusanagui! – Disse ela, dando um salto para o lado. – Ai que nojo. Agora eu vou feder a Meek!

– Ei, o Quasimodo não é fedido! Né garoto! Bom menino! – Ele diz, passando a mão no Meek aos seus pés.

– Yp! Yp! – Respondeu o Meek, com a língua para fora e com seus grandes olhos negros fitando a bola brilhante acima da cabeça da feiticeira.

Na sala do lado, eles ouvem um dos garotos falar:
– Ô bando de inúteis, vão ficar aí se enroscando ou vão vir pra cá? A voz atirada, sem nenhum tato era do Saito. Brigão, instigador e sem fundamento nenhum, ele agia como o líder do grupo. Vestia um Gi branco e vermelho embaixo das roupas de frio, e tinha uma grande manopla dourada na mão esquerda. Junto com Joutaro, eram a linha de defesa do grupo. Joutaro com uma espada grande, ele com o “kung-fu”.

– Já já já estamos indo Saito! – Kusanagui respondeu. Vamos, vem Akane. A menina baixou os olhos e seguiu quieta.

Entraram em uma sala grande, com uma grande mesa de pedra ao centro. O local, completamente destruído, tinha grandes blocos de gelo grudados na parede, neve pelo chão, pedaços que antigamente seriam de cadeiras ou armários estavam congelados e grudados no chão. O completava o cenário gélido. Na parece ao norte, tinha a única coisa diferente naquela sala. Um grande escudo redondo adornava a parede. Nele, símbolos estranhos brilhavam com uma fraca luz azul-ciano, indicando a presença de magia. Joutaro estava olhando alguma coisa no canto da sala, e Saito estava em cima da mesa, olhando o escudo.

– Akane, dá pra ler o que está escrito?

A garota se aproximou do escudo, passando por cima de um caneco quebrado. Ela olhou a primeira runa. Ela era uma linha dura, horizontal, e de sua ponta uma curva dava a volta pela linha. “Ty” ela pensou.

Akane lembrou das aulas de Língua Antiga que teve no semestre passado com o professor Blackrock.

– Não importa a runa – dizia ele – importa o que ela quer dizer. Onde ela se enquadra.

Ela odiava aquelas runas. Olhou fixamente a primeira nocamente. A runa “Ty” era “Local”. Mas se ela estivesse ao lado da runa “Vol”, que significava “Tempo”, Ty significava “Ruína”. Mas se ao lado de “Vol” estivesse a runa “Char – Morte”, Vol significaria “Cemitério”, ou no caso “Local que passamos a morte”. Tantas idéias, inflexões de uma língua que, apesar de (na idéia da Akane) estúpida, era a língua que moldava a magia, portanto que ela precisava aprender.

Ela olhou a runa posterior a “Ty”, era “Ni – Ordem, Grupo”… ela tinha certeza. Mas a terceira ela não conhecia. Pulou para a quarta “Fal – Relacionado a milícias e exércitos”…O que era a terceira? Ela não tinha certeza do que significava aquela frase. Se a terceira runa fosse “Shi – Fortaleza” era algo previsível, mas não parecia muito com Shi. Parecia “Char”, mas escrita meio ao avesso. Se fosse Char, estaríamos com problemas. Passou o dedo nas outras runas, elas eram um nome. Respirou fundo e tentou recordar como se pronunciavam aquelas letras. Arregalou os olhos de sobressalto:

– HYSAN! Acho que esta escrito: “Templo de alguma coisa da Ordem Militar de Hysan”. Estamos no local certo, pessoal! – Ela completou, abrindo um sorriso.

– Ótimo! E agora? Como seguimos adiante? – Kusanagui disse, cheirando o ar – Não passa vento nenhum aqui. Caminho sem saída.

– Eu estou vendo aqui, criatura! Mas é meio complicado de ler isso.

Joutaro, que estava em outro universo de pensamentos, volta por um momento à realidade que o cercava e fala – Pessoal, tem um corpo congelado aqui.

O primeiro a chegar é Quasimodo. O Meek fita o bloco de gelo e olha de volta esperando seu mestre. Kusanagui chega logo a seguir, se agachando. – É, durinho durinho. Será que ele foi algum explorador que procurava esse lugar há tempos? Será que tem alguma coisa para nos ajudar, tipo, uma chave em forma de caveira, para abrir uma porta secreta? Será que ele… – Kusanagui pára por um segundo, quando ergue os olhos e vê Joutaro. Aquele olhar que dizia “CALA A BOCA” estampada no rosto do garoto fez Kusanagui sentir mais o frio da sala, o que o silenciou.

– Não. Ele não esta carregando nada de útil. – fala por fim Joutaro. – Algumas peças de roupa destruídas, uma sacola em frangalhos, o que tinha nessas garrafas há tempos foi-se. Ele não tinha nem uma arma. Acho que ele fugiu do frio lá de fora.

Frio. O gelo eterno das Montanhas do Osso era o que tinha lá fora. Uma região coberta de neve, assolada pelo gelo eterno do norte do mundo. As Montanhas do Osso eram assim chamadas pelo formato. Pareciam as costelas de um gigante que jazia morto há tempos, formando espinhaços cobertos de neve e recheado de precipícios, onde um erro era pago com a morte. Lendas antigas diziam que ali era o local onde um grande demônio chamado “Gilgamesh” tombara após ser derrotado por um grupo de heróis. Seus ossos ficaram no chão, e a energia liberada com a morte do demônio cobriu o vale com energia negativa. Assim, o local era frio como a morte.

Após alguns instantes parados, Akane vira-se na direção dos outros:

– Eu acho que sei abrir a porta. É uma questão de impostar energia. O escudo absorve energia mística, e se eu aplicar minha força mágica na quantidade certa, acho que ele abrira um caminho. – Ela girou uma das mãos em soslaio – Pelo que deu para ler pelo menos. Estas runas são esquisitas. Muitas delas eu não tenho idéia do que significa. Provavelmente alguém escreveu errado.

– Certo! – Saito falou, sentando na mesa. – Está esperando o que? Um pedido formal em 3 vias? – Ele sorriu, debochado, e ela cerrou os olhos, brava:

– Eu só estou explicando para os idiotas, que nunca iam sair daqui se eu não estivesse lendo estas runas! Seu grosso!

– Tá, ta – ele esbravejou – Desculpa. Vai lá. Abre esse troço logo. Ela virou-se novamente para o escudo e colocou sua mão direita sobre ele, fechando os olhos em seguida. Segundos se passaram sem que nada ocorresse. Lentamente, um brilho azulado começou a surgir na mão direita dela, durando pouco mais de 5 segundos. Ela tirou a mão, com o rosto visivelmente cansado. – Feito. – Disse ela, esbaforida.

– Feito o que? Falou Kusanagui, aproximando-se do escudo. – Nada mudou, não abriu porta, nem nada. Como se em resposta à sua reclamação um brilho azul tomou conta da sala, vindo do escudo. As linhas de escrita das runas brilhavam forte, iluminando toda a sala, e um ruído como um “hummmm” tomou conta dos seus ouvidos. A mesa sob o traseiro de Saito começou a tremer, e ele rapidamente saltou para fora, ao que um mecanismo sob a mesa começou a fazê-la girar e se erguer, deixando uma escada em espiral como rastro, ao mesmo tempo que uma parte do teto se abriu. Em minutos, o barulho e o tremor cessaram, deixando uma escada espiral feita de pedra no meio da sala

– Está aí o teu “nada”, ô filho de um Slowpoke. – Disse Saito, sorrindo. Ele chegou embaixo da escada e olhou o caminho. – Joutaro, veja se há armadilhas na escada.

Joutaro olhou para ele, cerrando os olhos – Mas eu não sei procurar armadilhas. Mande o animalzinho.
– Eei! O Quasimodo não sabe procurar armadilhas! – Replicou Kusanagui.
– Eu estava falando de você, animalzinho. – Treplicou Joutaro.
– Mas eu também não sei procurar armadilhas – Terminou Kusanagui, com cara de triste.

Os quatro riram.

– Ta bem, eu vou então. Mas não pensem que vai ficar assim, por nada. – Disse Saito, subindo a escadaria. Se houvesse alguma armadilha, ele era o mais treinado entre os quatro para esquivar ou agüenta-la. Joutaro era forte e tinha uma couraça pesada de aço entre ele e qualquer armadilha, mas couraças não agüentam magia forte. Akane pelo outro lado, era só assoprar que ela voava longe, e Kusanagui….bem, vamos dizer que o rato era mais rápido, forte e esperto que ele.

A escadaria não tinha armadilhas. Quando os cinco chegaram ao alto, depararam-se com um grande salão congelado. Runas feitas de energia azul brilhavam nas paredes, e correntes desta mesma energia corriam pela sala, saindo do chão, da escada, e espalhavam-se por toda a sala, encontrando-se todas em um outro escudo, desta vez, no centro de uma porta de pedra. Joutaro respirou fazendo barulho.

– Esta muito frio aqui.
– Ora, eh claro que esta – disse Kusanagui – Estamos dentro de uma montanha de gelo!
Respirou mais forte.
– Eu quis dizer, que esta frio DEMAIS. Mais que o normal. Os espíritos reclamam do frio.

Joutaro conhecia um pouco sobre espíritos. Todo samurai que se preze conhece o poder deles. Sabe que tudo tem um espirito, desde árvores, pedras e, principalmente, armas. Os Samurais são mestres em chamar os espíritos das coisas, e compreende-los. Mas Joutaro não é um samurai, nunca foi, e nunca pretendeu ser. Para Joutaro, um braço forte e uma espada afiada são o que separa os que vivem e os que morrem. Porém, ele tem um talento natural para sentir espíritos, e isso o colocaria como um candidato a ser um Samurai, se ele o quisesse.

– brrrrr – Akane tremeu os ombros – E o que mais eles dizem?

Joutaro fechou os olhos e se concentrou. Seus colegas se olharam e aguardaram. Poucos segundos depois ele abre os olhos e percebe que todos o estão olhando.

– O que foi?

– Os espiritos, o que mais eles disseram?

– Sei lá. Não consegui entender.Eeeei, tapa na nuca não vale Saito!

– Burro. Se tu estudasse tu ia saber.

– Quem falando em estudar? A Srta Mayumi não deixa nem tu entrar na biblioteca!

– Ora, dane-se a Mayumi. Ela não vai com a minha cara.

– Livros não vão com a sua cara.

– …Ann, meninos? – A voz era da Akane, tentando interromper a discussão, e é solenemente ignorada.

– Heh, quem falando, pelo menos eu tenho aula de Ki. Tu só sabe apanhar e girar essa porcaria gigante aí que tu chama de espada.

– O que tu tá chamando de porcaria? Melhor que a mocinha que não é homem pra saber usar armadura, porque fica “desconfortável”.

– Meninos…? Estão nos cercando… – Ao ouvir isso, os dois param de sobressalto, e olham ao redor.

O frio começa a coçar a pele dos quatro, como se dedos gelados os cutucassem. Uma névoa gelada vinda não se sabe de onde, começa a cercá-los, e dela, saem quatro armaduras gigantes, cada uma com mais ou menos 3 metros, portando Martelos vermelhos que chispam quando elas os balançam. As armaduras negras possuem crostas de gelo por toda sua extensão, e nenhuma delas tem cabeça. Elas cercam os quatro, e avançam lentamente na direção deles.

Kusanagui olha para os outros e fala “Juntem-se”. Ele começa a se concentrar, pensando em ponteiros de um relógio. Os ponteiros começam a ficar mais lentos, e lentos, até que que eles param completamente no relógio da mente do garoto. Erguendo a mão ele solta a energia mágica, deixando o tempo mais lento para seus inimigos – “Tempo, descanse e dê sua benção para os valorosos, LENTIDÃO!” – Uma aura em forma de um relógio passa pelos quatro, e eles percebem as armaduras, que já eram lentas, parecem estar caminhando muito mais devagar.

Joutaro ergue a espada e corre na direção de uma das armaduras, que, mesmo lenta desce o martelo ferozmente na direção do garoto. Com o canto da boca, Joutaro sorri.

O barulho seco ecoa no salão quando as duas armas se chocam com força. – “Acha que é mais forte que eu?” Ele resmunga, empurrando com força a espada para frente. A armadura dá um passo para trás, desequilibrada pelo empurrão. “Ninguém é mais forte do que eu!” Ele completa, saltando e batendo com força no meio da armadura, que cai para trás com um baque surdo, rasgada pelo corte da espada.

Dentro dela, não existia nada.

– São armaduras vazias! – Kusanagui fala, apontando para o nada dentro da armadura.

– Provavelmente Golens – Akane sussura, enquanto começa a gesticular um feitiço. “Vamos ver se eles aguentam o tranco.Relâmpagos dispersos, juntem-se e ataquem com força! Raiga!!!” ela grita, e como se o universo a gritasse de volta, relâmpagos formam-se pela sala, e atacam as armaduras, eletrificando o ar com um zunido. As armaduras faíscam com a sobrecarga de eletricidade e balançam com o ataque, mas nenhuma cai.

– Meu turno!- Grita Saito correndo na direção de uma das armaduras que ainda estavam de pé. Saltando alto ele gira o corpo, golpeando a armadura com um chute no meio do peito, e a armadura, como já estava desequilibrada com o ataque anterior, cai no chão. Saito aterriza no chão, e tenta rolar para o lado para esquivar do ataque de outra armadura mas sem sucesso. Mesmo lento, o golpe o acerta no flanco, atirando ele para trás.

A última armadura avança sobre Akane e Kusanagui, que conseguem atirarem-se para os lados, fazendo a armadura golpear o chão com um golpe monolítico, que racha o piso. Kusanagui rola para o lado do Quasimodo, que rosnava baixinho e aponta para a armadura – “Sua vez, VAI GAROTO!” – Ele grita, e o Meek não pensa duas vezes e inicia uma carga para cima da armadura. Uma aura de fogo cobre o pequeno roedor, explodindo com fúria e fogo na armadura, que cai fumegando. Quasimodo volta troteando, segurando um dedo de metal na boca.

-Ei, não não, Quasimodo, isso é cacaca! – fala Kusanagui, tirando o dedo de metal do meek, que geme, insatisfeito por ter perdido o brinquedo.
– Kusanagui, menos idiotices, mais ação! O Saito precisa de uma cura! – Berra Akane, apontando o monge que rola de mais um ataque da ultima armadura em pé. A armadura golpeia novamente, mas, com um mortal para trás, Saito esquiva deste golpe também.

– “Não precisa, eu me viro!” – ele diz, fechando o punho, que começa a estralar com energia do seu Ki. Ele ergue a mão para cima, preparando um ataque contra a armadura que ergue o martelo. Repentinamente ela pára, e cai para frente, derrubando o martelo. Atras dela, Joutaro está com sua espada (se é que aquilo pode ser chamado de espada) erguida, e nas costas da armadura, um rombo.

– Sei, não precisa de ajuda. Daqui a pouco vai dizer que tudo estava indo como planejado. – Joutaro diz.

– Não precisava mesmo. E sim, estava tudo planejado. Mas tu tinha que se meter, estragando meu plano.

– Um obrigado já serve. – Joutaro sorri.

– Eu agradeço não te batendo. – Saito sorri de volta.

– Ai, que lindo o amor entre espécies – Kusanagui grita, aparecendo no meio dos dois. “Aiii não bate na minha cabeça!” ele diz enquanto se retira, depois de receber dois croques na cabeça.

As armaduras lentamente vão retornando ao estado de névoa, desaparecendo como se nunca estivessem existido naquela sala. Porém elas ainda deixam uma pista de sua existência, e Akane pega o pequeno objeto que ficou para trás. – “Um fragmento de gelo” – ela diz, analisando a pequena peça irregular completamente branca. “Vai ser útil quando precisarmos de magia de gelo”. Ela coloca o fragmento na bolsa, e olha para os garotos. Os três estão olhando as paredes, as runas, as correntes e o grande escudo na porta. E provavelmente não entendendo droga nenhuma.

– Bem, temos mais uma porta. – Joutaro resmunga, virando-se para a menina. – Akane, toca magia nesse escudo aí também.

-Ah – ela suspira, sorrindo para ele. Com passinhos rápidos ela cruza o salão, e chega até a porta e o escudo. Por alguns instantes ela põe a mão no escudo, concentrando-se. Mas logo desiste, pensativa. Ela torna-se a olhar o garoto, com um sorriso triste.

– Eu queria, Joutaro. Mas eu acho que não vai funcionar. Não é a mesma coisa. Essas correntes, essas runas nas paredes. Tem alguma coisa diferente aqui. Alguma coisa…ruim.

– É, então estamos no local certo.

—fim do capítulo 1

Categories: Academia Bahamut

Written by chikago

Nascido em 22/04/77, amado e criado por seus pais, avacalhado e presenteado com ótimos amigos, Jogador e Mestre de Rpg, Formado em Administração: Comex, separado, trabalha como assistente de DP nas horas comerciais, podcaster, escritor, game designer e sei la mais o que nas horas vagas e pai de um garoto maravilhoso.

2 Responses so far.

  1. Panda disse:

    Haha Muito bom! ^^

  2. Chikago disse:

    Thanks